O cenário brasileiro atual, com ataques diários do governo ultraliberal de Jair Bolsonaro (PSL) aos direitos sociais e trabalhistas, é um dos piores que a sociedade e a classe trabalhadora já enfrentaram no país, mas é justamente nesses momentos de dificuldade que o movimento sindical inova e organiza a luta e a resistência para impedir a retirada de direitos.

A avaliação é do novo presidente da CUT, Sérgio Nobre, trabalhador da Mercedes Benz, metalúrgico do ABC, eleito nesta quinta-feira (10), último dia do 13º Congresso Nacional da CUT “ Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia, que elegeu a nova diretora Executiva da Central para o período 2019/2013.

“É nesse tipo de conjuntura, de adversidade, de muita dificuldade, que o movimento sindical se renova, se inova. Então é isso que vai acontecer com a CUT” no próximo período, disse Sérgio, ressaltando que a eleição da nova direção executiva vai contribuir muito para que isso aconteça: “saio do Congresso com uma diretoria bastante representativa”, que tem “todos os setores importantes e ramos da CUT e os 27 estados estão representados com pessoas experientes” para a luta.

Sérgio Nobre ressaltou também que o fato de a CUT ser a maior central sindical do Brasil, com 36 anos de acúmulo de organização de luta, contribui e muito para os embates e enfrentamentos que a Central terá nos próximos quatro anos, que serão de extrema dificuldade. “E a gente já sai do congresso mobilizando os trabalhadores e as trabalhadoras para um ato no próximo dia 30, em Brasília”.

A primeira manifestação que o novo presidente da CUT comandará é contra a política econômica e entreguista do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro da EconomiaPaulo Guedes, que está destruindo o país, afirmou.

“É um governo de extrema direita, ultraliberal que quer entregar a Amazônia para os estrangeiros; entregar as estatais, inclusive a Petrobras; é um governo que está desmontando a economia brasileira e destruindo as políticas sociais. O desemprego já chega, infelizmente, a casa de quase todos os brasileiros; as pessoas dormindo nas ruas”, pontuou Sérgio Nobre.

“Então, num ambiente como esse, nós temos de fazer muita luta e eu fico feliz com a representatividade da diretoria executiva da CUT. Isso faz toda diferença”.

De acordo com Sérgio, “escolher um presidente que tem clareza do seu papel é importante” para a luta, ”mas ter uma diretoria a altura da conjuntura é mais importante ainda”.

Por CUT

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