Com Jair Bolsonaro (PSL), o preço do tomate disparou e, em abril, pode atingir o maior valor dos últimos dez anos. No mês passado, o aumento já foi de 31,84%, o maior percentual entre os alimentos. Em São Paulo, o preço do produto já passa de R$10. Somando aos índices – como o ano em que temos o menor consumo interno desde 2014 – e projeções econômicas, economistas já consideram 2019 um “ano perdido”

Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e foram divulgados em reportagem do G1.

O relatório do Conab analisa os valores de oito centrais responsáveis pela venda de 60% a 70% dos alimentos comercializados no Brasil. O documento considera a média ponderada de todas as variedades ofertadas.

Quando analisada a média de preço apenas da variedade mais vendida, o quilo chegou a R$ 6,70 na primeira quinzena de abril em São Paulo. É o valor mais alto dos últimos dez anos. Nas prateleiras da capital paulista, algumas variedades ultrapassam a marca de R$10.

Em janeiro e fevereiro, a alta nos preços de alimentos já havia derrubado o consumo das famílias, que caiu 5,2% no primeiro bimestre deste ano.

Inflação e desemprego derrubam consumo das famílias

Uma pesquisa da consultora Kantar mostra que, nesse período, os brasileiros foram menos vezes ao supermercado e retiraram itens da lista em cada uma das idas. A redução afetou áreas consideradas essenciais, como alimentos e produtos de higiene, que tiveram a primeira queda desde 2014.

De acordo com a pesquisa, a retração do consumo foi motivada pela alta da inflação de alimentos e bebidas e pela alta do desemprego.

Até 2018, os preços de alimentos e bebidas ajudaram a manter estável a taxa geral de inflação. A partir de novembro do ano passado, o cenário começou a mudar e em março a inflação acumulada de alimentos e bebidas chegou a 6,73%, superando a inflação geral que ficou em 4,58%. Já o desemprego, aumentou no primeiro trimestre do ano e atingiu 13,1 milhões de brasileiros.

Previsão do PIB cai pela 8ª vez em 2019

O primeiro ano de Jair Bolsonaro no governo já pode ser considerado um ano perdido para a economia brasileira. Nesta segunda-feira (22), a previsão do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 caiu de 1,95% para 1,71%. Essa foi a oitava redução consecutiva, segundo números da pesquisa Focus divulgados pelo Banco Central.

Economistas ouvidos pela Folha de S. Paulo afirmam que, se as projeções se confirmarem, o Brasil terá um ano perdido para o desenvolvimento econômico. O texto resume que o crescimento em torno de 1% é “medíocre ou frustante”. Os especialistas atribuem os números a decepção precoce com o atual governo, a falta de projeto para o país e inabilidade em negociar com os outros Poderes.

Os cortes na estimativa para a economia brasileira também afetam as projeções para 2020. Para o ano que vem, a projeção foi de 2,58% para 2,50%, quinta redução consecutiva.

Da Redação da Agência PT de Notícias com informações do G1, Valor Econômico Folha de S. Paulo

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