Mulher, negra, lésbica, mãe, feminista e referência na luta pelos direitos humanosMarielle Francoousou sair do papel que a sociedade tentou lhe impor, se tornou inspiração para todas as mulherese foi executada por desafiar o sistema. O assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, completa um ano nesta quinta-feira (14), mas a pergunta que ainda não foi respondida é “quem mandou matar Marielle?”.

Marielle foi eleita vereadora no Rio de Janeiro peloPSOL, em 2016, e foi a quinta mais votada da cidade. Era também presidente da Comissão da Mulher da Câmara e foi morta a tiros dentro do seu carro, quando saía de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas” na região central do Rio em 14 de março de 2018.

Nesta terça-feira (12) foi divulgado que dois suspeitos dos assassinatos foram presos por policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia, o policial militar reformado Ronnie Lessa teria feito os disparos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz dirigiu o carro que perseguiu as vítimas.

Confira a linha do tempo do desdobramento do assassinato de Marielle

  • Um dia após o assassinato de Marielle e de seu motorista, Anderson Gomes, uma comissão foi instalada no âmbito da Câmara dos Deputados, coordenada pelo então deputado Jean Wyllys (PSOL), para acompanhar as investigações;
  • No mesmo dia, em 15 de março, milhares de pessoas foram às ruas por todos os cantos do país emmobilizações contra o assassinato de Marielle;
  • O partido espanhol Podemos enviou mensagem para a Comissão Europeia exigindo que o bloco condene o assassinato e pediu que as autoridades de Bruxelas suspendessem as negociações comerciais com o Mercosul até que houvesse o fim da violência contra defensores de direitos humanos;
  • Em 16 de março, a polícia divulgou imagens do carro utilizado no crime, com pelo menos dois homens dentro;
  • O carro usado era clonado e ainda não foi encontrado;
  • arma utilizada foi uma submetralhadora MP5 9 mm, e as balas pertenciam a um lote que foi vendido para a Polícia Federal de Brasília em 2006;
  • Projeto coletivo reuniu ilustrações feitas por artistas mulheres em homenagem à vereadora;
  • O delegado da Policia Civil do Rio de Janeiro, Orlando Zaccone, afirmou durante o Fórum Social Internacional, em Salvador (BA), que o assassinato de Marielle teve forte conotação política;
  • Em 19 de março, milhares de pessoas fizeram uma marcha no Complexo de Favelas da Maré em memória as lutas da vereadora;
  • No dia 6 de abril, em homenagem à Marielle, a Fundação Ford, a Open Society Foundations e o Instituto Ibirapitanga anunciaram a criação de um fundo para incentivar e apoiar as mulheres negras que aspiram à liderança política no Brasil;
  • Juízes e juízas federais lançaram abaixo assinado exigindo a investigação;
  • Em 8 de maio, a companheira de Marielle, Mônica Benício pediu Justiça a resolução rápida do caso na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH);
  • Uma testemunha deu informações para polícia que ligaram o crime ao vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM e miliciano Orlando Curicica;
  • Cinco meses após o assassinato a Anistia Internacional entregou um ofício à Secretaria de Segurança do Rio exigindo resposta das autoridades;
  • Candidatos a deputado do PSL destruíram placa em homenagem a Marielle na Praça Marechal Floriano, na Cinelândia;
  • O então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, admitiu que os assassinatos de Marielle e Anderson tiveram envolvimento de agentes do estado e políticos;
  • A deputada federal, Maria do Rosário, pediu o deslocamento de competência da investigação do caso para a esfera federal;
  • Irmã de Marielle, Anielle Franco foi agredida por eleitores de Jair Bolsonaro (PSL);
  • Mil réplicas de placas de rua em homenagem à Marielle Franco foram distribuídas na Cinelândia em resposta ao episódio acima;
  • Mangueira anuncia samba-enredo em homenagem à Marielle;
  • O ex-ministro da segurança, Raul Jungmann, informou que a Polícia Federal iria investigar suspeitas de que uma organização criminosa estaria atuando para impedir a resolução do caso Marielle;
  • Em 22 de janeiro de 2019, cinco suspeitos de envolvimento no assassinato de Marielle e Anderson foram presos na operação “Os Intocáveis”, que surgiu para investigar integrantes de duas milícias do Rio de Janeiro. Entre os detidos estava o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira e um tenente reformado;
  • Se tornou público que em 2004, Flávio Bolsonaro (PSL) homenageou o major na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj;
  • Foi divulgado que mãe e esposa de um dos denunciados na operação “Os Intocáveis” trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual na Alerj;
  • A escola de samba paulistana Vai-Vai desfilou com um samba-enredo sobre a luta dos negros e homenageou Marielle Franco;
  • Marielle também foi homenageada pela escola de samba do Rio de Janeiro Mangueira;
  • PM e ex-PM são presos suspeitos de matar Marielle Franco e motorista.

Por Jéssica Rodrigues, para a Secretaria Nacional de Mulheres do PT

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