DO
RENATO SIMÕES
MENSAGENS
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07/2006
MENSAGENS
10/10 - 22h54
Ousar lutar, ousar vencer

Quando a definição de uma estratégia eleitoral petista no maior estado do país começa com essa frase, é sinal que estamos diante de uma crise política. É preciso colocar em marcha a construção de uma estratégia eleitoral vitoriosa do PT em  São Paulo,  que nos permita ter uma candidatura própria do PT ao governo do Estado.

Não podemos desperdiçar o influxo positivo das caravanas do PT pelo Estado, as quais a militância petista respondeu com grande entusiasmo e capacidade de mobilização. São três nossos objetivos centrais na atual conjuntura:

  1. a construção de uma candidatura própria do PT ao governo do Estado a ser disputada junto aos demais partidos do campo democrático popular;

  2. a articulação dessa candidatura com o projeto nacional do PT, visto que o melhor palanque para a candidatura presidencial do PT em São Paulo, será aquele decorrente de uma forte unidade e motivação petista;

  3. a oposição de massas ao governo Serra, articulando ações institucionais com ações dos movimentos sociais do campo democrático e popular.

O PED pode ser o momento em que o Partido se levante novamente em torno desses três objetivos. A Chapa Esquerda Socialista e a candidatura de Renato Simões a presidente estadual do PT/SP estão a serviço deste debate e se colocam essas metas para o PED 2009.

Candidatura Própria ao Governo do Estado

Nas três últimas eleições estaduais o PT se firmou como a principal força de oposição ao tucanato e como  alternativa real de poder no Estado para os que desejam a interrupção do ciclo neoliberal na condução das políticas do Estado que se abriu com a eleição de Mário Covas em 1994 e os sucessivos governo – Covas, Alckmin e agora Serra.

Um elemento central desse embate é o seu caráter nacional. Petistas e tucanos se confrontam em São Paulo nos mesmos  marcos da disputa presidencial. Esse elemento é que nos permite avaliar como excelentes as chances de uma alternativa aos tucanos em São Paulo encabeçada pelo PT.

O governo do Estado de São Paulo vive um momento de exaustão do mesmo projeto que o governa há mais de 12 anos. A mesmice dos problemas de sempre na educação, na segurança pública, no desenvolvimento econômico estadual e regional,  se articula com o esgotamento das políticas que os tucanos implementaram neste período. Os seus fundamentos – a privatização, a terceirização e a precarização do serviço público – estão num beco sem saída.

O PT é o Partido mais qualificado para apresentar-se como alternativa. Pode  reivindicar a oposição a este projeto desde seu início, pode apresentar as alternativas desenvolvidas por suas administrações municipais nas áreas mais sensíveis dos fracassos.

A construção de um programa com esse conteúdo não é de geração espontânea, precisa ser fruto de vontade e trabalho político.

O PT dispõe de quadros para esta tarefa. Vários nomes são sempre lembrados – Mercadante, Suplicy, Palocci, Marta, Emídio, Arlindo, Fernando Haddad... Mas quem tem muitos nomes pode rapidamente transformar um ponto favorável num ponto frágil, se  não construirmos coletivamente um processo  que canalize a escolha e fortalecimento das alternativas reais.

O melhor palanque nacional em São Paulo

A força do PT/SP não pode colocá-lo na condição de peça secundária no xadrez nacional das alianças partidárias nacionais. Em vários Estados onde isso aconteceu, o resultado foi o descredenciamento do PT como força política central, em condições de disputar efetivamente o poder político e hegemonia na sociedade local.

Em São Paulo, os aliados nacionais do governo Lula são aliados estaduais do governo Covas, Alckmin, Serra. Participam de seus governos, de suas bases parlamentares, encampam seu discurso. No campo democrático e popular, à exceção do PCdoB -  o quadro não é diferente, PSB e PDT são  serristas na ALESP e em São Paulo.

Não se pode esperar de candidaturas como Ciro Gomes ou dr. Hélio que cumpram aquilo que defendemos para uma candidatura competitiva ao governo do Estado e para um palanque forte e consistente para a candidatura presidencial em São Paulo. Não motivam a militância petista, não podem se reivindicar da oposição ao tucanato, não estão enraizados no Estado, não têm o que mostrar em termos de políticas municipais alternativas às do governo do Estado.

Defendemos que a prioridade  de nossa política nacional de alianças deveria ser construída no campo democrático e popular. Os erros de condução dessa política nacionalmente e os dilemas próprios de qualquer relação com o PMDB e outros partidos de centro ou conservadores,  favoreceram atritos nacionais com o PSB e o PDT.

A oposição de massas ao Governo do Estado

A política de oposição aos tucanos em São Paulo centrada na ação institucional da bancada petista na ALESP é insuficiente.  Os momentos de maior visibilidade dessa oposição foram justamente aqueles em que a ação institucional se articulou com movimentos sociais reais que, nas ruas e na luta direta, foram capazes de denunciar à sociedade os desmandos da gestão tucana. Foi assim na luta contra as privatizações, nas greves do funcionalismo, na defesa da educação universitária estadual de qualidade, nas caravanas ao Palácio dos Bandeirantes de movimentos populares de moradia, entre outros.

A presença parlamentar em atos de movimentos sociais e a relação fragmentada do Partido através de tendências ou mandatos eletivos com os movimentos sociais, em particular com a Coordenação dos Movimentos Sociais no Estado, demonstram laços que não se romperam  mas que são tênues e incapazes de incidir decisivamente na conjuntura do Estado.

Em áreas nevrálgicas para as políticas estaduais – entre elas, saúde, educação e segurança pública – temos o que mostrar como alternativa e temos críticas consistentes ao que está em vigor. Temos também forte presença nos movimentos sociais destas áreas, tanto sindicais quanto populares.  É preciso disputar efetivamente com a máquina do governo do Estado e delas fazer espaços de acúmulo na resistência às políticas tucanas.

Está em curso um processo de importantes jornadas unitárias de luta dos movimentos sociais.  A direção partidária a ser eleita no PED e o Partido como um todo, já neste processo, têm um amplo caminho para potencializar nossos eixos de atuação no Estado se compatibilizar a agenda institucional do PT com a agenda política dos movimentos sociais.

Para ajudar o PT-SP a estar a altura desses desafios apresentamos a candidatura de Renato Simões a presidente.

Militante socialista, filósofo, pós-graduado em direitos humanos, deputado estadual entre 1995 e 2006, lutador social, atual Secretário de Movimentos Sociais da Executiva Nacional, Renato Simões coloca sua trajetória militante à disposição dos filiados  do PT-SP  para avançar no fortalecimento partidário, nas batalhas de 2010 e na construção do nosso projeto estratégico: o socialismo.

OBSERVAÇÃO SOBRE O TÍTULO: Carlos Lamarca em 1969 abandonou o Exército e se juntou às organizações clandestinas que lutavam contra a ditadura militar. Em setembro de 1971 foi executado junto com o companheiro Zequinha quando
descansavam à sombra de uma baraúna, depois de uma jornada, a pé, de quase
300 quilômetros pela caatinga. Lamarca tinha 34 anos quando morreu. Terminava sempre seusescritos com “ousar lutar, ousar vencer”.

28/07 - 02h45
MOVIMENTOS SOCIAIS DE BRASIL, BOLÍVIA E PERU REALIZAM ENCONTRO SOBRE AMAZÔNIA

Crédito: Sabrina Amaral
 

Durante alguns meses, ajudei a articular o bem sucedido Seminário Internacional sobre a Amazônia, realizado em Rio Branco, Acre, de 17 a 20 de julho, que reuniu militantes de movimentos sociais de Brasil, Bolívia e Peru, com o tema "Desenvolvimento Local, Sustentabilidade e Organização Popular".

No Horto Florestal de Rio Branco, durante três dias, lideranças dos povos da floresta - seringueiros, indígenas, ribeirinhos -, trabalhadores rurais e urbanos, militantes de movimentos sociais os mais variados puderam trocar experiências de luta, conhecer e debater criticamente políticas públicas governamentais nos planos federais, estaduais/departamentais e municipais e articular um calendário de mobilizações e debates que acumulem sobre os grandes temas amazônicos.

O calendário conduz a Belém do Pará, em janeiro de 2009, ao Fórum Pan-Amazônico e ao Fórum Social Mundial, mas aponta para uma articulação permanente de lutas sociais que sejam capazes de enfrentar os desafios do futuro da Amazônia.

Veja abaixo mais detalhes sobre o Encontro e a declaração final, aprovada por aclamação ao final do encontro, que sintetiza os trabalhos realizados e os compromissos assumidos pelos participantes.

http://www.renatosimoes.com.br/CN02/noticias/nots_det.asp?id=948

23/11 - 17h57
RENATO SIMÕES, O CANDIDATO DA MILITÂNCIA SOCIALISTA

A Chapa Militância Socialista apresenta ao conjunto do PT São Paulo a candidatura do companheiro Renato Simões a presidente do Diretório Regional.
 
Trata-se de um companheiro com larga trajetória na construção do PT: presidente do Diretório Municipal do PT de Campinas, membro das direções estadual e nacional do PT, deputado estadual por três mandatos, líder da bancada na Assembléia Legislativa, Renato hoje é Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT e membro de nossa Executiva Nacional.
 
Oferecemos o nome do companheiro Renato Simões como uma alternativa crítica ao atual formato da direção partidária paulista.
 
O PRIMADO DA POLÍTICA SOBRE A ESTRUTURA
 
Sem dúvida o PT de São Paulo é um dos mais estruturados do país. O grande desafio desse momento é restabelecer o primado da política sobre a estrutura, para que o PT paulista volte a produzir política de qualidade para o estado e o país.
 
Mais de um terço dos filiados e filiadas do PT nacionalmente encontram-se em São Paulo. O peso de São Paulo é enorme no cenário nacional. Aqui o PT lançou raízes históricas nos movimentos sociais, na luta contra a ditadura, na organização popular. Aqui se construíram algumas das mais importantes lideranças nacionais do PT. Aqui vitórias importantes se consolidaram e projetaram o PT em todo o território do pais.
 
Mas aqui também desvios burocráticos se tornaram referência nacional e se constituíram em elementos de crises nacionais do nosso Partido. Filiações em massa, construção de máquinas eleitorais internas que substituem na política a direção partidária, disputa fraticida pelo aparelho partidário, subordinação de instâncias partidárias locais, regionais e estaduais ao interesse particular de correntes e grupos majoritários, esvaziamento dos mecanismos institucionais para fortalecimento de centros decisórios exteriores às instâncias formais de direção: problemas que o PT de São Paulo “exportou” para o país.
 
A candidatura do companheiro Renato Simões não apenas se sintoniza com a avaliação crítica dessa postura como propõe mudanças importantes nas estruturas do Partido:
 
+ resgate do funcionamento regular e permanente das instâncias de direção;
+ resgate do funcionamento coletivo das instâncias de direção;
+ negação do presidencialismo como cultura partidária – presidência do PT não é instância;
+ aplicação da proporcionalidade qualificada para a composição da Executiva Estadual;
+ democratização das macro-regiões, de suas instâncias dirigentes e da profissionalização de suas coordenações.
 
Mas as mudanças estruturais só terão sentido se a política passar a ser novamente o centro do debate da direção estadual e de sua comissão executiva. Defendemos o primado da política sobre a estrutura na próxima gestão partidária.
 
NOVA MAIORIA NÃO SIGNIFICA NOVA HEGEMONIA
 
A criação de dois blocos heterogêneos a partir da crise do antigo Campo Majoritário em São Paulo não significa a superação da atual situação de desagregação política do Partido no estado.
 
Não buscamos uma nova maioria, construída artificialmente no calor das disputas eleitorais, sem plataformas mais consistentes que não a de derrotar “o outro lado”. Essa é a lógica que prevaleceu nos últimos anos e que explica o abandono da política em favor da manutenção da maioria.
 
Esse PED deve almejar construir uma nova direção para o PT/SP, não uma nova maioria. Uma direção plural, democrática, capaz de produzir sínteses políticas através do reconhecimento de que maiorias e minorias constróem juntas e solidariamente os destinos do Partido.
 
Por isso, um candidato a Presidente deve demonstrar ser capaz de aglutinar, na diversidade dos petistas, a totalidade das forças partidárias num projeto comum, evitando a característica de “chefe de tendência” ou de “gestor dos interesses da maioria” tão presente em muitas experiências.
 
 
IMPLEMENTAR AS POLÍTICAS APROVADAS NO III CONGRESSO
A principal tarefa política desta próxima direção será a de fazer as resoluções do III Congresso saltarem do papel para a vida, mudando relações e avançando na superação dos impasses que marcaram recentes crises do PT.
 
Por seu peso no cenário político nacional, o PT de São Paulo pode tornar-se ponta de lança na concretização de lutas políticas de dimensões nacionais aprovadas no III Congresso, entre elas:
 
+ a mobilização pela apresentação de projeto de iniciativa popular pela convocação de um plebiscito sobre a convocação de Constituinte especifica e soberana para a reforma política, numa campanha que massifique a posição do PT sobre as propostas derrotadas no Congresso (voto em lista fechada e pré-ordenada e financiamento público exclusivo de campanha) e os demais eixos aprovados pelo Congresso partidário;
+ a mobilização em torno da reforma agrária como bandeira central de combate, em São Paulo, à concentração de propriedade e riqueza em torno do agronegócio e da monocultura da cana, bem como contra o projeto de legalização da grilagem do Pontal do Paranapanema encaminhado por Serra à ALESP;
+ o resgate do debate sobre o socialismo nos programas de formação política do DR e das Macro-Regiões;
+ a implantação dos setoriais estaduais na forma da resolução aprovada no Congresso.
 
 
RECUPERAR A RELAÇÃO PT X MOVIMENTOS SOCIAIS NO ESTADO
 
Um dos aspectos mais importantes das resoluções do PT Nacional neste ano e no III Congresso foi o reconhecimento do afastamento que o PT vive em relação aos movimentos sociais e à luta por transformações sociais por eles desenvolvidas. Ao mesmo tempo em que os movimentos sociais retomam o protagonismo no plano nacional, com mobilizações importantes em defesa de seus direitos a serem ampliados e consolidados, o PT nacional lançou pontes de diálogo novas com seus militantes na Coordenação dos Movimentos Sociais e nas direções nacionais dos principais movimentos.
 
Em São Paulo, é todo o Partido que precisa se lançar novamente no rumo da luta social. Não haverá transformações sociais no pais sem um contraponto dos movimentos sociais à pressão que o capital, o imperialismo, a mídia e seus aliados lançam sobre o governo federal e em defesa de seus privilégios. São Paulo é o centro nervoso das classes dominantes no país, aqui construíram suas posições anti-Lula, elegeram Alckmin e agora Serra para ocupar esse espaço e consolidaram políticas neoliberais e regressivas que pretendem impor a todo o país.
 
Assim, os canais mais importantes criados a nível nacional devem ser explorados no estado de São Paulo para recuperar essa relação criativa com os movimentos sociais:
 
+ estímulo à organização dos setoriais e das secretarias setoriais, nos marcos das resoluções do III Congresso;
+ reuniões periódicas da direção com os militantes petistas dos principais movimentos sociais do estado;
+ realização de espaços institucionais de debate com os movimentos sociais, como Colóquios, debates e outras formas de relação institucional do PT com os movimentos;
+ organização da ação dos petistas nos espaços de participação popular dos governos federal e municipais do PT em São Paulo/
 
RECOMPOR AS RELAÇÕES COM OS PARTIDOS DO CAMPO DEMOCRÁTICO E POPULAR EM SÃO PAULO
 
O esgarçamento das relações nacionais do PT com importantes partidos do campo democrático e popular, em particular o PCdoB, PDT e PSB, encontra um agravante em São Paulo: PDT e PSB compõem a base de sustentação do governo Serra na Assembléia Legislativa, assim como o fizeram nos governos Alckmin e Covas, e o PCdoB perdeu sua representação parlamentar estadual nas últimas eleições.
 
Isso significa que o chamado “bloquinho” sinaliza uma política independente do PT no terreno eleitoral, mas também na luta política cotidiana, que em São Paulo beira a hostilização do PDT e do PSB ao PT, pela sua dupla condição de partidos de situação nos planos nacional e estadual.
Para tanto, a direção estadual deve operar politicamente para aparar as arestas já bastante relevantes entre esses partidos, que estão representados nos espaços de poder do governo federal no estado, nos movimentos sociais e nas nossas administrações municipais sem uma coordenação de esforços com o PT estadual.
 
Neste sentido, propomos:
 
+ constituir um fórum de debate entre PT, PCdoB, PDT e PSB em São Paulo, com o objetivo de construção de políticas comuns e tratamento democrático de nossas divergências;
+ envolver os prefeitos e prefeitas em cujos governos estes partidos estão representados na organização de fóruns supra-partidários que aprofundem relações de base entre os partidos;
+ estabelecer imediatamente diálogo com os partidos para dirimir problemas na política de alianças para as eleições municipais;
+ promover encontros das chamadas “frentes de massa” entre os partidos do campo democrático e popular, com iniciativas comuns dos setoriais de cada partido.
 
FORTALECER A OPOSIÇÃO DE MASSAS AO GOVERNO SERRA
 
Serra é o representante mais expressivo e consistente da retomada dos horizontes neoliberais pelo Estado Brasileiro. O sucesso de seu governo em São Paulo é a retomada a agenda das privatizações, da precarização e terceirização dos serviços públicos, da repressão aos movimentos sociais, da subordinação dos negócios do Estado aos interesses privados. Será, com certeza, a plataforma de sua candidatura presidencial em 2010.
 
A direção do PT precisa entrar na oposição a Serra, da qual a oposição parlamentar na Assembléia Legislativa é apenas uma face – importante, mas insuficiente para barrar as políticas neoliberais do Estado. O PT tem sistematicamente se ausentado de uma presença institucional no comando da oposição, delegando-a à bancada.
 
Importantes experiências da bancada estadual demonstram que só a articulação da luta institucional no Parlamento paulista com movimentos sociais organizados e pressão de massas pode amplificar a oposição aos governos tucanos e derrotá-lo politicamente.
 
No entanto, o papel de consolidar o espaço político da oposição precisa ser encarado como uma das principais prioridades da direção estadual, de sua política de comunicação, de sua política de organização setorial, de sua presença nos movimentos sociais, de sua construção nas macros regiões, de sua articulação com as administrações municipais. Cabe ao Partido, e não à bancada, coordenar esse processo.
 
Para tanto, sugerimos:
 
+ a constituição de fóruns regionais impulsionados pelo PT nas macro-regiões, articulando a militância petista nos movimentos sociais, administrações locais, câmaras municipais, universidades e os diretórios do Partido, visando identificar os elementos e as estratégias regionais para levar adiante a oposição ao governo estadual;
+ articulação com os movimentos sociais e outros partidos de uma Conferência Estadual contra as Privatizações e o Sucateamento dos Serviços Públicos Estaduais, para o lançamento de uma Frente Estadual com esse caráter e suas ramificações estaduais;
+ fortalecimento da luta contra a legalização da grilagem no Pontal do Paranapanema e em apoio ao Fórum Estadual pela Reforma Agrária;
+ criação de um departamento específico, com participação da assessoria técnica da bancada, para a produção de estudos específicos sobre as políticas públicas do governo Serra;
+ criação de um jornal estadual de massas do Diretório Estadual, com ênfase na denúncia das ações do governo estadual e na comparação dos dados com as ações do governo federal e dos governos municipais do PT.
 
 
CONSTRUIR A VITÓRIA ELEITORAL EM 2008
 
A vitória eleitoral em 2008 será conseqüência de uma ação determinada do PT Estadual para assegurar suas pré-condições, as principais das quais acima elencadas. As eleições municipais serão fundamentais para o embate com os tucanos em São Paulo e em Minas Gerais, onde se localizam os principais candidatos a anti-Lula em 2010. Derrotá-los, portanto, é um importante passo para a definição de uma estratégia vitoriosa em 2010.
 
Os atalhos pragmáticos, no entanto, quase sempre têm se mostrado desastrosos para nosso projeto estratégico. As alianças com partidos conservadores, ainda que integrantes da base de sustentação do governo Lula, têm levado o PT a crises internas graves em municípios importantes do Estado, bem como a estratégia de deslocar para o PT lideranças tradicionais de direita recém filiadas ao nosso partido.
 
Assim, reforçando a posição de que a prioridade da nossa política de alianças deve ser a composição com os partidos do campo democrático e popular, sugerimos que:
 
+ constituir imediatamente o GTE estadual;
+ orientar os diretórios locais a constituírem seus GTEs locais e iniciarem o debate sobre programas de governo;
+ orientar os diretórios locais a construírem suas políticas de aliança prioritariamente com os partidos do campo democrático e popular, submetendo ao Diretório Regional qualquer outra solicitação de alianças;
+ realizar um encontro das Executivas Estaduais dos Partidos do campo democrático e popular para debater as eleições municipais e as várias realidades regionais, com prioridade para a capital e cidades com mais de 100 mil habitantes.
+ realizar encontros com os tesoureiros eleitos dos diretórios municipais para orientação sobre o financiamento de campanha, evitando que o Partido fique exposto a irregularidades e ilegalidades nos municípios.
 
CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA E POPULAR PARA 2010 ENCABEÇADA PELO PT
 
O PT de São Paulo deve colocar seu peso político e eleitoral na construção de uma candidatura petista para a sucessão presidencial em 2010, a ser apresentada aos demais partidos do campo democrático e popular e construída para nos levar à conquista da Presidência da República para um terceiro período de governo.
11/05 - 16h24
FIACAT 10 - ANNÉCY E A SOLIDARIEDADE ENTRE BRASIL E FRANÇA

Crédito: Renato Simões
 

Após o encerramento do Conselho Internacional da FIACAT em Lungern, eu, Isabel Perez, Bernard e Isabel Salomão viajamos para Annécy. Ali, quase na divisa com a Suíça – pertinho de Genebra – está organizada uma das ACATs francesas. Uma tradição de solidariedade com a ACAT Brasil marca as atividades da ACAT Annécy, já há vários anos.

Fomos recebidos por dois casais membros da ACAT, Paul e Marie Françoise (cunhado e irmã de Bernard Hervy) e Bernard e Brigitte (em cuja casa ficamos eu e Isabel Salomão nos nossos dias de Annécy). Do cuidado para que tudo estivesse em condições de nos receber bem e confortavelmente à organização de uma caprichada agenda de solidariedade, tudo correu muito bem em Annécy.

a)
     
Reunião com a Cáritas Francesa

Nossa primeira atividade, no sábado 5 de maio, foi uma proveitosa reunião com Hilda Carrera, responsável pela América Latina da Cáritas Francesa. Sempre é um prazer conversar com Hilda Carrera, uma militante socialista peruana que há mais de 20 anos mora em Paris e responde pela cooperação internacional da Cáritas Francesa (Secours Catholique) com a América Latina.

Conversamos sobre dois assuntos principais: a cooperação com a organização da sociedade civil e dos movimentos populares de vários paises da região amazônica para debater o desenvolvimento local – e, por conseguinte, a relação França/Brasil na questão amazônica – e o fortalecimento da ACAT na América Latina.

Entre os encaminhamentos da reunião, combinamos: a) avançar nos contatos para a realização de um encontro envolvendo movimentos locais do Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela e Equador para debater experiências de desenvolvimento local, economia solidária, convivência com a floresta, preservação ambiental e auto-organização popular, provavelmente em Rio Branco, com o possível apoio da Cáritas Brasileira; b) convidar o Presidente da Cáritas Brasileira, dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales, para uma visita à França, comunicando o resultado das reflexões da Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia em Paris e participando de um debate sobre a questão penitenciária e social em Annécy – ponto de partida para uma agenda a combinar; c) mapeamento de contatos em três paises da América Latina – Colômbia, Bolívia e Peru – para organizar um primeiro encontro visando a organização da ACAT nestes paises e um programa de formação latino-americano para agentes das ACATs na luta contra a tortura.

b)
     
Missa na Comunidade de Santa Genoveva

Pe. Bernard concelebrou a missa do domingo com seu colega Pe. Pierre, na Igreja de Santa Genoveva – padroeira de Paris e da Pastoral Operária de Campinas. A comunidade obteve algumas informações sobre a situação carcerária no Brasil, a ação da ACAT em São Paulo e em Annécy e foi mobilizada para a reunião do dia seguinte, segunda-feira, quando as duas ACATs irmãs debateram os temas de interesse comum.

Pe. Pierre trabalhou muitos anos na Bolívia, nas minas de Potosí, em particular, e retornou há uns quatro anos para Annécy. Ele e seu colega, Pe. Maurício, que viveu mais de 23 anos na Bolívia, foram importantes contatos para começarmos a mapear contatos para a organização da ACAT Bolívia. Ambos ficaram de mandar seus contatos ligados às CEBs, Pastoral Carcerária e Conselho de Leigos da Bolívia para iniciar a conversa.

Domingo, dia de eleição na França, que acabou com mais uma derrota dos(as) socialistas para a direita – brava – para a Presidência da República.

c)
     
Entrevista na RCF – a rede católica francesa de radiodifusão

Na segunda, a situação penitenciária no Brasil foi o tema da entrevista que eu, Isabel e Bernard concedemos à RCF – a rede católica francesa de rádio. Por uns quinze minutos apenas, pudemos falar um pouco sobre a nossa realidade, as perspectivas da luta contra a tortura no Brasil e as relações das ACATs Annécy/França e Brasil.

Dois grandes interesses do jornalista: saber se as perspectivas do segundo governo Lula na área de direitos humanos são mais progressistas que no primeiro período e se a solidariedade internacional tem sido efetiva na luta pelos direitos humanos no Brasil.
Respondemos que sim a ambas as questões, ainda que o tempo não permitisse discutir com maior profundidade os atuais dilemas do governo Lula. Mas também na França se espera um segundo governo mais conseqüente...

d)
     
Reunião com a ACAT Annécy

Na noite de segunda-feira, dia 7, aconteceu a reunião entre a ACAT Annécy e a ACAT Brasil. Foram duas horas muito agradáveis, com a participação de mais de 25 leigos e leigas membros da ACAT Annécy, dois coordenadores regionais da ACAT e os padres Pierre e Maurício.
A reunião foi dividida para dar conta de três assuntos, sendo o principal da noite o tema das relações com o Brasil.

Em primeiro lugar, o Apelo do Mês – todo mês a ACAT França desenvolve, com suas entidades locais, uma campanha de correspondências visando a solidariedade internacional na luta contra a tortura e a pena de morte. Neste maio de 2007, o Apelo do Mês é pela libertação de presos políticos no Zimbabwe – o boletim da ACAT França traz um detalhado relato da situação política do regime de Robert Mugabe, a violação de direitos humanos no país e o desaparecimento de pessoas ligadas à oposição ao atual governo.

Depois, um breve relato da organização da vigília nacional organizada pela ACAT França por ocasião do Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Tortura – comemorado em todo o mundo no dia 26 de junho. Em todas as dioceses francesas onde a ACAT está organizada, entre os dias 22 e 23 de junho, acontecerá uma Vigília – com a qual a ACAT Brasil estará sintonizada, além da programação que temos em comum com outras organizações de direitos humanos brasileiras.

E, por fim, o debate sobre a situação carcerária no Brasil e a ação da ACAT – fizemos uma exposição atualizando os últimos acontecimentos de 2006 e 2007, enfatizando a crise da segurança pública em São Paulo e no Rio, os crimes de maio de 2006 depois dos ataques do PCC às bases policiais de São Paulo, a atuação de grupos de extermínio em São Paulo e das milícias nos morros do Rio, entre outros assuntos.

Depois da oração final, um jantar de confraternização – onde os laços de solidariedade entre as ACATs foram mais uma vez reavivados.  

11/05 - 16h01
FIACAT 9 - AS CONCLUSÕES DO CONSELHO INTERNACIONAL

Crédito: Renato Simões
 

A declaração comum das ACATs Brasil e Canadá teve importante papel nas conclusões do Conselho. 

1. Sobre a Missão da FIACAT

Foi confirmada a dupla missão da FIACAT: coordenar a rede de ACATs e representá-la no plano internacional. Um ‘Código de Boas Condutas’ foi aprovado no que diz respeito às relações bilaterais das ACATs, no espírito do que propusemos em nosso documento: as ações comuns devem ser comunicadas à FIACAT; a ação de uma ACAT em um pais em que outra ACAT está estruturada deve ser discutida entre elas e a FIACAT antes de implementada; e a representação internacional das ACATs fica reservada à FIACAT.

2. Sobre as finanças da FIACAT

Foram aprovadas as propostas que fizemos de constituição de um Comitê Financeiro e de um novo modelo de financiamento, que será objeto de discussão deste Comitê com o Bureau Internacional. As propostas serão aprovadas por um Mini-Conselho Internacional convocado para o final de 2008. Até lá, as ACATs nacionais representadas decidiram encaminhar aos seus órgãos decisórios o aumento das cotizações e a ACAT França confirmou, para os próximos dois anos, uma doação de 25.000 euros acima de sua cotização para garantir a atual estrutura existente na FIACAT. O Bureau abriu mão, pelos próximos dois anos, de sua proposta de ampliação do número de pessoas profissionalizadas no Secretariado.

3. Sobre o novo Bureau

O acordo Brasil-Canadá se expressou na eleição, para o Bureau Internacional da FIACAT, de um candidato comum, o canadense Normand Breault, que substitui a nossa companheira do Brasil Guanaira do Amaral nesta tarefa.

A atual presidente da FIACAT, a francesa Sylvie Bukhari-de Pontual, foi reconduzida ao cargo por mais um mandato. Complementam ainda o Bureau Internacional (foto): Ronald Albert (Canadá), Jeanne Chambonnière (Bélgica), Bernardette Jung (Luxemburgo); Simon Sakibédé (Rep. Centro-Africana);  e Lucienne Zoma (Burkina Faso).

4. A expansão das ACATs na América Latina

O principal ponto do acordo entre Brasil e Canadá – a expansão da rede das ACATs pelas Américas e a representação da FIACAT no Sistema Inter-Americano de Direitos Humanos – será objeto de um plano de trabalho que envolverá as ACATs dos dois países e a FIACAT.