O Pacote Anticrime apresentado pelo ministro Sérgio Moro, entre outros absurdos, tem embutido a medida mais cruel e irresponsável: Isenção de pena ao policial que matar em serviço.

O Pacote Anticrime apresentado pelo ministro Sérgio Moro, entre outros absurdos, tem embutido a medida mais cruel e irresponsável: Isenção de pena ao policial que matar em serviço.

O número de vítimas da violência policial no Brasil é gritante e não para de crescer, só em 2017 foram registrados 5.012 casos, destes sendo 940 só no estado de São Paulo. Segundo dados oficiais, 61% das vítimas da polícia no estado são negras, 97% são homens e 77% têm de 15 a 29 anos e desses, grande parte é inocente.

Não esquecemos do Amarildo Dias de Souza, trabalhador que foi levado pela PM da porta de sua casa e desapareceu; da Cláudia Silva Ferreira, trabalhadora que foi baleada e depois arrastada por 350 metros pela viatura da PM; do Herinaldo Vinicius de Santana, criança de 11 anos baleado pela PM por descer correndo uma escadaria; do Lucas Custódio, jovem de 16 anos algemado e levado para um matagal na favela Sucupira, no Grajaú, e assassinado pela PM ; do Douglas Rodrigues, jovem de 17 anos baleado pela PM; do Dinho Nascimento, assassinado após ser confundido com um criminoso pela PM;  Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, assassinado após a PM confundir seu guarda chuva com um fuzil; e de todas as pessoas negras e inocentes vítimas dessa violência e do racismo do Estado.

A maioria desses casos não chegam sequer a serem investigados, pois ainda existe o Auto de Resistência ou Resistência seguida de morte, aberração herdada da ditadura militar que garante impunidade aos homicídios praticados pela PM.

Não investigar e punir esses crimes cometidos pela PM não é uma medida contra a criminalidade, ao contrário! Essa medida legaliza a bala do policial que sempre encontra um corpo preto e deixa as famílias de mãos atadas, sem direito a justiça e garante impunidade ao autor do crime.

O Estado não pode assumir a legalidade da barbárie racista - higienista e a sociedade não pode mais ser indiferente quando um corpo negro tomba por violência policial.

Vidas negras importam!

Contra o racismo institucional!

Contra o genocídio do povo preto!

Fernanda Curti é membro da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores 

 

Partido dos Trabalhadores

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